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Copa do Brasil de 2001

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Copa do Brasil de Futebol de 2001 Editar

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Copa do Brasil 2001

O Grêmio é um dos maiores clubes do mundo. E como todo grande clube no mundo, a sua gloriosa história é feito de duelos imortalizados. Foi assim naquele 17 de junho de 2001, quando o Imortal entrou em campo, num Morumbi lotado de corintianos, para enfrentar o Corinthians na final do torneio. Dava para dizer que o clube paulista estava com vantagem, após obter o empate no Olímpico Monumental, por 2×2. No entanto, o que mal sabiam os paulistas, é que o Grêmio jamais desiste, quando está numa disputa por título. E assim como foi em 1981, quando o Grêmio também superou um Morumbi lotado de são-paulinos, mais uma vez, era hora de fazer história, no mesmo palco, em busca de outro título nacional. E o time do técnico Tite estava preparado para conseguir esse feito. A defesa, sempre que possível, ajudava o ataque, e o ataque, ajudava a defesa. Era uma equipe coesa, que fazia jus à história do Imortal, pois jogava com garra, e também possuía grande qualidade técnica. No gol, o eterno ídolo Danrlei; na zaga, Marinho, Roger (grande zagueiro, verdadeiramente gremista) e Mauro Galvão (um dos melhores zagueiros dos últimos anos no futebol brasileiro); ainda contávamos com a garra de Anderson Polga, a categoria de Tinga, a experiência de Zinho, a até então revelação Eduardo Costa; e um ataque formado por Luiz Mário e Marcelinho Paraíba, dois atacantes em grande fase. Esse era o time que nasceu para ser campeão, num esquema 3-5-2, armado por Tite. A campanha do título teve o Villa Nova-MG, Santa Cruz, Fluminense, São Paulo, Coritiba, até chegar àquela decisão.

No outro lado, havia o Corinthians, clube financiado por uma empresa norte-americana, a Hicks Mouse. Time que tinha Rogério, Scheidt, Kleber, Gil, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Müller e Éwerthon. O técnico era o Wanderley Luxemburgo. O clube paulista começou eliminando o Joinville, Goiânia, Flamengo-PI, Atlético-PR e Ponte Preta.

A primeira final foi no dia 10 de junho, no estádio Olímpico Monumental. Grêmio brigava pelo Tetra. Em 1989, vitória sobre o Sport; 1994, superamos mais um clube nordestino, desta vez, o Ceará; e em 1997, calamos o Maracanã, ao superamos o Flamengo. Por sua vez, o Corinthians lutava pelo segundo título no torneio. Em 1995, o clube paulista se sagrou campeão, justamente, sobre o Grêmio. Ou seja, era mais uma decisão entre dois grandes clubes, acostumados com grandes decisões, o que dá mais força e peso histórico para aquela decisão.

O primeiro jogo foi emocionante, com tom de dramaticidade, como manda todo roteiro de uma conquista gremista. Num primeiro tempo em que ambas as equipes marcavam muito bem, o Corinthians deu um grande susto na Nação do Imortal Tricolor. Foi um primeiro tempo sem muitas oportunidades de gols, mas o Corinthians conseguiu ser mais eficiente. Aos 29 minutos, Marcelinho Carioca abriu o placar. No segundo tempo, o Grêmio decidido a empatar o jogo, leva mais um duro golpe, logo no começo da etapa final. Aos sete minutos, Müller amplia o placar para o clube paulista. Corinthians 2×0 Grêmio. Era um contexto para deixar qualquer equipe desesperada, jogando em casa, ver a sua torcida apreensiva e ter que reverter um resultado de dois gols de diferença. Mas aí, o Grêmio começou a jogar com coração nas pontas das chuteiras. E o Imortal pressionou os corintianos, e foi justamente um ex-corintiano, que manteve as esperanças para a conquista do título. Trata-se de Luiz Mário, jogador que chegou a passar pelo Parque São Jorge, mas foi desligado do clube, por deficiência técnica. Então, empurrado pela torcida, que via o time lutar dentro de campo, e ainda a busca pela prova de que é um jogador de qualidade técnica, para as mesmas pessoas que um dia acharam o contrário, no Corinthians. Esse foi Luiz Mário, que aos 19 minutos, fez o primeiro gol do Tricolor, para a alegria dos mais de 50 mil gremistas presentes (inclusive eu). Aí, o Grêmio pressionou mais ainda, e o goleiro Maurício teve que trabalhar mais. Apesar de seu esforço, o goleiro corintiano não conseguiu evitar o empate, e mais uma vez, ele, Luiz Mário, fez o gol de empate, aos 26 minutos do segundo tempo. O Imortal foi em busca da virada, mas o Corinthians conseguiu manter o empate. E Luiz Mário dava a sua resposta, com dois gols, que mantinham o Tricolor dos Pampas na busca pelo Tetra.

No dia 17 de junho, o Morumbi estava lotado, cheio de corintianos, confiantes que o feito de 1995, seria repetido naquela tarde de domingo. Já o Grêmio, tinha o exemplo de 1981, quando numa decisão, calou o Morumbi, desta vez, diante do São Paulo. E naquela mesma Copa do Brasil, o Grêmio venceu o São Paulo, no mesmo Morumbi, por 4×3, nas quartas-de-final. A história provava que o Morumbi era o ambiente ideal para grandes decisões, envolvendo o Grêmio. Mesmo com esse histórico, o Corinthians estava confiante, uma vez que tinha a vantagem do empate em 0×0 ou 1×1.

Começando o jogo, os milhares de corintianos, confiantes, começaram a ficar preocupados. O Grêmio veio para São Paulo, decidido a conquistar o título, seja contra quem for. Tite surpreendera Luxemburgo. Grêmio marcava a saída de bola do Corinthians, entrara com três zagueiros, deixando um na sobra. O meio-campo foi totalmente dominado pelo Grêmio, o Corinthians não tinha ação e era pressionado em seu campo defensivo. A recompensa do Imortal foi aos 45 minutos do primeiro tempo, quando numa cobrança de escanteio, Marinho fez justiça, e colocou o Grêmio na frente. Aos dois minutos do segundo tempo, o grande campeão Zinho (que justamente naquele dia, fazia 34 anos de idade), fez o segundo gol. A partida seguia no mesmo ritmo do primeiro tempo, com o Grêmio superior e dando um banho de bola no clube paulista. Mas aos 30 minutos, a torcida corintiana voltaria a ter esperanças, quando Éwerthon, em um dos únicos descuidos da brilhante marcação gremista, fez o gol. Mas o golpe de misericórdia foi aos 42 minutos, quando Marcelinho Paraíba fez o terceiro gol. E assim terminou o jogo: Corinthians 1×3 Grêmio. Mais uma vez, o Morumbi era nosso. Enfim, o Grêmio se tornou TETRACAMPEÃO DA COPA DO BRASIL, e assim, tornando-se o time mais tradicional no torneio. Uma conquista que entrou para história do futebol brasileiro, pela garra de uma equipe em buscar um resultado adverso na primeira final e pelo baile na segunda final. Título incontestável, que fez jus à gloriosa história do Imortal Tricolor.

Primeira fase

14/03 – Villa Nova-MG 3×2 Grêmio - Ânderson Lima (2) 21/03 – Grêmio 4×1 Villa Nova-MG - Luiz Mário (2), Zinho, Rubens Cardoso

Segunda fase

18/04 – Santa Cruz 1×0 Grêmio 26/04 – Grêmio 3×1 Santa-Cruz - Eduardo Costa, Rodrigo Mendes (2)

Oitavas-de-final

02/05 - Grêmio 1×0 Fluminense – Marcelinho Paraíba
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Tetra Campeão da Copa do Brasil

09/05 – Fluminense 0×0 Grêmio

Quartas-de-final

16/05 – Grêmio 2×1 São Paulo - Warley (2) 23/05 – São Paulo 3×4 Grêmio - Marcelinho Paraíba (3), Zinho Semifinais

30/05 – Grêmio 3×1 Coritiba - Warley, Zinho, Ânderson Lima 06/06 – Coritiba 0×1 Grêmio – Zinho

Final

10/06 – Grêmio 2×2 Corinthians - Luiz Mário (2) 17/06 – Corinthians 1×3 Grêmio - Marinho, Zinho, Marcelinho Paraíba


O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense foi o Campeão da Copa do Brasil de 2001 e classificou-se automaticamente para a Taça Libertadores da América de 2002.

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